FAMÍLIA CRITICA PROJETO QUE RETIRA HOMENAGEM A JOSÉ VITALINO REINALDO EM BARAÚNA

Baraúna Cotidiano

A Câmara Municipal de Baraúna deve apreciar nesta terça-feira (16), durante a 13ª Sessão Ordinária, o Projeto de Lei nº 024/2026, de autoria do vereador Fabrício Carvalho e subscrito pelo vereador Lairton do Sindicato, que propõe alterar o nome do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do município para CAPS João da Mata Bezerra.

A proposta substituiria a atual denominação da unidade, oficializada pela Lei Municipal nº 330, de 2007, que homenageia José Vitalino Reinaldo, considerado uma das figuras mais importantes da história de Baraúna.

A iniciativa tem provocado repercussão e indignação entre familiares de José Vitalino, que enxergam a mudança como uma desomenagem a um dos fundadores do município. Além de sua participação na construção da história local, José Vitalino foi um dos maiores produtores de algodão de sua época, contribuindo para o desenvolvimento econômico da região.

José Vitalino também possui uma grande família em Baraúna. Entre seus parentes mais conhecidos está sua irmã, Dona Chiquinha (falecida), mãe de José Bezerra, Chico Branco Bezerra e Robertão, nomes bastante conhecidos da população baraunense.

Familiares afirmam ter recebido a notícia com tristeza e revolta, destacando que a homenagem concedida ao patriarca há quase 20 anos representou o reconhecimento pelos relevantes serviços prestados ao município.

Por outro lado, não há questionamentos sobre a importância de João da Mata Bezerra, reconhecido como um cidadão ilustre e respeitado, que também contribuiu para a história de Baraúna e é considerado merecedor de homenagens.

A principal discussão, porém, gira em torno da substituição de uma homenagem já existente. Para familiares e parte da população, Baraúna possui diversos prédios, espaços e equipamentos públicos que ainda não possuem denominação oficial e poderiam receber o nome de João da Mata Bezerra, sem que fosse necessário retirar uma homenagem histórica concedida a José Vitalino Reinaldo.

O caso reacende o debate sobre a preservação da memória do município e a forma como o poder público deve reconhecer personalidades que ajudaram a construir a história de Baraúna.

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