A professora da rede municipal de ensino de Mossoró, Tadja Andressa, lança neste sábado (1º), a partir das 16h, no Museu Histórico Lauro da Escóssia, o livro “Ser Feliz é Ser Livre”. A obra apresenta uma proposta didática voltada ao enfrentamento do racismo e do capacitismo, incentivando o respeito à diversidade no ambiente escolar.
Na história, as adolescentes Cecília e Tereza se unem para transformar a realidade da escola por meio do diálogo. As personagens buscam construir um espaço mais acolhedor, onde as diferenças sejam valorizadas e todos os alunos possam viver de forma feliz e livre.
Com uma linguagem simples, a obra traz uma narrativa marcada por mensagens de esperança, coragem e inclusão. Segundo a autora, o objetivo é inspirar mudanças, criar novos caminhos e contribuir para uma educação mais humana e igualitária.
Tadja Andressa explica que a inspiração para escrever o livro surgiu a partir de sua experiência como professora da educação inclusiva e também de suas vivências pessoais.
“O capacitismo ecoa as vozes dos meus alunos com deficiência e suas queixas diárias que me atravessam por ser educadora pela inclusão, e o racismo por ser pessoa negra e pesquisadora antirracista. A voz da personagem negra me fez visitar a criança negra que fui nos anos 80 e que vivenciou algumas situações de violências nas escolas por onde estudei”, destacou a autora.
Pensando na acessibilidade, “Ser Feliz é Ser Livre” será disponibilizado em diferentes formatos. Além da versão impressa, o livro contará com audiodescrição, recurso que transforma imagens em palavras e amplia o acesso para pessoas com deficiência visual, dislexia e deficiência intelectual. A obra também estará disponível em e-book e audiolivro, com vendas em plataformas como Amazon, Magalu e Mercado Livre. Há ainda um projeto em estudo para adaptação da obra para o sistema Braille.
SOBRE A AUTORA
Tadja Andressa é pedagoga, especialista e mestre em Educação pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Professora efetiva da rede municipal de ensino de Mossoró, ela atua no Centro de Apoio ao Deficiente Visual, onde trabalha com o ensino do Sistema Braille e da escrita cursiva, desenvolvendo atividades voltadas à educação inclusiva.

