A segunda etapa da circulação do show “Jornada Trabalhista”, do artista mossoroense Cumpadi Caboco, será realizada no próximo dia 29 de maio, no Teatro Laboratório O Pessoal do Tarará, localizado na comunidade da Baixinha, bairro Abolição, em Mossoró.
O evento promete reunir música, teatro e cultura periférica em uma noite dedicada às histórias da classe trabalhadora e às manifestações artísticas produzidas nas comunidades populares da cidade.
Inspirado nas vivências de Cumpadi Caboco nas periferias de Mossoró, o show transforma em música temas como trabalho, resistência, luta por direitos e dignidade. Misturando rap, elementos da cultura regional e crítica social, o artista apresenta canções que retratam a realidade de muitos trabalhadores nordestinos.
Além da apresentação principal, a programação contará com o espetáculo teatral “Ai Meu Deus” ou “A Inacreditável Saga de Maria Miséria e Zé Pobreza”, encenado pelo grupo O Pessoal do Tarará. A peça utiliza humor e elementos da cultura popular para abordar os desafios enfrentados pelas classes populares brasileiras.
A noite também terá a participação do grupo de rap “Batida da Baixinha”, projeto desenvolvido na própria comunidade e que busca fortalecer a produção cultural local, incentivando o protagonismo de jovens artistas através da música e da cultura hip-hop.
Encerrando a programação, o show “Jornada Trabalhista” celebra as conquistas históricas dos trabalhadores e promove reflexões sobre condições dignas de trabalho, respeito e qualidade de vida. A apresentação acontece em um momento de debate nacional sobre a redução da escala de trabalho 6×1, reforçando a arte como ferramenta de conscientização e transformação social.
A circulação do espetáculo começou no dia 1º de maio, durante a Cultural dos Trabalhadores, realizada no Beco dos Artistas. Após a apresentação na Baixinha, o projeto será encerrado no dia 30 de maio, às 20h30, no BNB Cultural Mossoró.
Mais do que uma programação cultural, a circulação de “Jornada Trabalhista” destaca a força da arte produzida nas periferias de Mossoró e reafirma a importância de valorizar a cultura criada pelo próprio povo.

