Com a chegada dos dias mais quentes, aumenta o risco da chamada “virose da mosca”, nome popular das Doenças Diarreicas Agudas (DDAs). O calor e a umidade favorecem a proliferação das moscas, que podem transportar vírus e bactérias para dentro das casas.
As moscas atuam como vetores mecânicos. Ao pousarem em lixo, fezes, esgoto e restos de alimentos, carregam microrganismos no corpo e nas patas. Quando entram em contato com alimentos, utensílios ou superfícies, podem provocar contaminação imediata. Mesmo pequenas, as moscas podem viver até 28 dias, período em que espalham diversos patógenos, principalmente em épocas de altas temperaturas.
A infecção atinge o sistema gastrointestinal e os sintomas costumam surgir pouco tempo após o consumo de alimento contaminado. Os sinais mais comuns são diarreia, dor abdominal e náuseas, podendo também ocorrer vômitos, febre e mal-estar.
O maior risco é a desidratação, especialmente em crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa. Sinais de alerta incluem fraqueza intensa, vômitos persistentes, dificuldade para ingerir líquidos e presença de sangue nas fezes. Nesses casos, é fundamental procurar atendimento médico.
Em quadros leves, a melhora geralmente ocorre em dois ou três dias, com hidratação adequada e alimentação leve. A reposição de líquidos é essencial para evitar complicações.
Para prevenir, é importante higienizar com frequência utensílios e superfícies, manter o lixo sempre fechado e evitar deixar alimentos expostos. Com cuidados simples, é possível reduzir o risco de contaminação e proteger a saúde da família.

