O promotor de Justiça Armando Lúcio Ribeiro encerrou sua trajetória no Ministério Público do Rio Grande do Norte na última quinta-feira (30), após atuar em 1.403 tribunais do júri ao longo da carreira.
No último dia de trabalho, ele ainda participou de um julgamento que terminou com a condenação de João Pereira de Souza a 20 anos e 10 meses de prisão pelo assassinato da própria nora, Edilene Nicácia Costa da Silveira, crime caracterizado como feminicídio.
O caso aconteceu no dia 4 de abril de 2025, no município de Governador Dix-Sept Rosado. Segundo as investigações, o crime ocorreu durante uma discussão familiar, quando o acusado utilizou uma enxada para atacar a vítima. Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi cometido com crueldade e dificultou a defesa da vítima, o que aumentou a pena.
Armando Lúcio ingressou no Ministério Público em 1990 e construiu uma carreira de mais de 30 anos. Ele iniciou como promotor substituto, passando por cidades como Campo Grande e Patu, até chegar a Mossoró em 1993. Na cidade, teve papel importante na área criminal e chegou a atuar como coordenador regional das Promotorias por cerca de nove anos.
Ao longo da carreira, também desempenhou funções administrativas e jurídicas relevantes dentro da instituição, sendo reconhecido pelo grande número de júris realizados.
HOMENAGENS
O procurador-geral de Justiça, Glaucio Garcia, destacou a dedicação do promotor, afirmando que sua atuação fortaleceu o Ministério Público no estado. Segundo ele, o trabalho desenvolvido ao longo dos anos serve de exemplo para novos integrantes da instituição.
Já a procuradora-geral adjunta, Juliana Limeira, ressaltou a importância da atuação de Armando em Mossoró e região, destacando o compromisso com a população e a eficiência no trabalho.
DESPEDIDA
Na despedida, Armando Lúcio Ribeiro afirmou que encerra a carreira com sentimento de dever cumprido. Segundo ele, sua trajetória foi além do básico exigido pela função, buscando sempre contribuir para o fortalecimento do Ministério Público após a Constituição de 1988.
“Os 1.403 júris significaram um desempenho em defesa da sociedade contra o crime em diversos lugares. Fiz não apenas uma carreira, mas um exercício de responsabilidade”, destacou.
O agora ex-promotor também agradeceu pela oportunidade de atuação e afirmou que deixa, além do trabalho, um legado para novos membros da instituição.

