A Câmara Municipal de Baraúna aprovou, na manhã desta terça-feira (24), em caráter de urgência, o projeto enviado pela prefeita Divanize Oliveira que estabelece o reajuste salarial de somente 3,8% para servidores do Plano Geral e do Plano do Magistério.
A proposta foi aprovada por 7 votos a 2, com votos contrários dos vereadores Lairton do Sindicato (MDB) e Davi de Socorro (Avante). A sessão foi marcada por pela presença de servidores municipais, que se posicionaram contra o projeto, já que as negociações com a gestão ainda estavam em andamento.
Um dos pontos que mais chamou atenção foi a decisão do presidente da Câmara, Fabrício Equipadora, de não autorizar a fala da presidente do SINDSERB, Rafaela Nascimento, na tribuna da Casa. A medida gerou críticas entre os presentes, que defendiam o direito de manifestação da representante dos servidores.
Outro fato que gerou questionamentos foi a interrupção da transmissão online da sessão no momento em que as votações começaram. A situação levantou críticas sobre a falta de transparência na condução dos trabalhos legislativos.
A vereadora Aninha de Robertão não esteve presente na sessão. Em contato com o Baraúna Hoje, ela informou que a ausência ocorreu por motivo de saúde familiar.
Em nota, o SINDSERB afirmou que não aprova os percentuais definidos e destacou que as negociações ainda estavam em andamento. O sindicato classificou a votação como arbitrária e contrária à vontade das categorias representadas.
A aprovação do projeto aumenta a tensão entre servidores, sindicato e gestão municipal, e o caso pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.

