O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e as forças que integram o Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf/RN) deflagraram, nesta terça-feira (11), a Operação Barão do Trigo. A ação tem como objetivo desarticular um grupo suspeito de atuar em um esquema de sonegação fiscal, associação criminosa e lavagem de capitais.
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em seis municípios do Rio Grande do Norte: Natal, Parnamirim, Santa Cruz, Ceará-Mirim, Canguaretama e Acari.
Além do MPRN, participaram da operação a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deicot), e a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). A ação também contou com o apoio da Polícia Científica do Rio Grande do Norte.
Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada e pessoas conhecidas como “laranjas” para emitir notas fiscais falsas entre as próprias empresas. O objetivo seria simular operações comerciais e esconder os estoques de mercadorias, dificultando a fiscalização e o rastreamento das atividades.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, computadores, equipamentos de armazenamento de dados, dinheiro em espécie e documentos contábeis que podem ajudar a esclarecer o funcionamento do esquema.
A Justiça também determinou o sequestro de veículos e de cotas sociais de cinco empresas que permanecem ativas. Além disso, houve determinação para o bloqueio de ativos financeiros e a nomeação de um administrador judicial para acompanhar e administrar as atividades das empresas envolvidas.
A operação é resultado do trabalho integrado das instituições que fazem parte do Gaesf/RN, grupo especializado na investigação de grandes esquemas de fraude tributária e na recuperação de valores que teriam sido desviados por meio de crimes contra a ordem tributária.
O Ministério Público destaca que a atuação conjunta busca responsabilizar os envolvidos e garantir que recursos devidos ao Estado possam retornar aos cofres públicos e ser utilizados no financiamento de serviços e políticas públicas.

