Um passo importante para a preservação ambiental foi dado no Rio Grande do Norte com a criação do Refúgio da Vida Silvestre Serra das Araras. A nova unidade de conservação passa a ser a maior área protegida da Caatinga no estado, com mais de 12 mil hectares.
A assinatura do decreto aconteceu durante a Conferência Estadual dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), realizada na sede do Idema, reunindo autoridades, especialistas e representantes da sociedade civil.
A governadora Fátima Bezerra destacou que a iniciativa representa um marco histórico para o estado. Segundo ela, a criação do refúgio mostra que é possível crescer de forma responsável, preservando o meio ambiente e garantindo qualidade de vida para as futuras gerações.
O diretor-geral do Idema, Werner Farkatt, reforçou que a nova unidade simboliza o equilíbrio entre desenvolvimento e conservação. Ele também destacou que a medida fortalece a proteção da Caatinga, um dos biomas mais importantes e, ao mesmo tempo, mais ameaçados do Brasil.
A coordenadora da Unidade de Gestão da Biodiversidade, Iracy Wanderley, explicou que a criação do refúgio é fundamental para preservar espécies da fauna e flora típicas da região, além de garantir a manutenção dos recursos naturais.
Além da preservação ambiental, o Refúgio da Vida Silvestre Serra das Araras também deve trazer benefícios econômicos. A expectativa é que a área impulsione o turismo sustentável, com destaque para a observação de aves, atividade que vem crescendo no estado.
A iniciativa também pode gerar emprego e renda para comunidades locais, fortalecendo o desenvolvimento regional de forma sustentável.
A criação do refúgio reforça o compromisso do Rio Grande do Norte com a Agenda 2030 e com políticas públicas voltadas à sustentabilidade, mostrando que a preservação ambiental pode caminhar junto com o crescimento econômico.

